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02/07/2004 05:39 Orkut
Criei uma comunidade no Orkut para escritores de terror. Tem um nome bem original, sei que vao gostar. Se chama "Escritores de Terror"
Embora eu saiba que esse blog esta tao abandonado como minha comunidade, nao custa tentar.
O link é http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=131282
Se nao der certo, procure pelo nome.
Obrigado.
Daniel Cavalcante | comentários(3)
02/07/2004 05:35 Um Dia Nas Ruas
O horror está sempre presente em nosso dia-a-dia. Não é preciso ir a uma video-locadora em busca de um filme de Stuart Gordon, tampouco pegar um daqueles livros do Lovecraft ou Borges na estante. Basta ir às ruas. De preferencia, em cidade grande. De preferencia, peque um onibus.
Eram 8 da manhã e eu não havia dormido. Saio com meu amigo com quem divido o teto - minha vida era um marasmo total do qual tenho saudades desde que minha contraparte veio dividir morada comigo; mas isso é outra historia - e vamos para o ponto de onibus. Nos esquecemos qual onibus vai ate onde queríamos ir, tres onibus passam pela nossa frente, descobrimos que eles nos eram úteis tarde demais. Por fim, pegamos o Terminal Parque D. Pedro II lotado. Passamos pela catraca e ficamos esprimidos entre operários suados e sem desodorantes, senhoras obesas mau humoradas, office-boys sem nenhuma esperança de um futuro brilhante em seus olhares e o cobrador que violava a lei que proíbe o uso de aparelhos sonoros, ouvindo um pagode às alturas. Imagino que a lei contra aparelhos sonoros nos coletivos sejam apenas contra bips, celulares, despertadores e musica boa. Pagode, tudo bem. Tudo vale para piorar mais ainda o dia dos passageiros, que já começou ruim.
Tentando aplacar o horror que sentiamos - inclua no nosso estado mental o sono de uma noite perdida - começamos a destilar nosso repertório de humor sarcástico e refinado, até percebermos que nao estvamos sendo apreciados por nosso publico obviamente formado por gente cujo naipe de humor apreciável seria o Domingao do Faustao. Nos olhavam da mesma forma que olho para a TV aos domingos e me senti como Fozzy, o pior piadista do mundo. A diferença é que aqui o publico é que era ruim.
Depois de meia hora de viagem até o Brás, descemos na colossal Igreja Universal do Reino de Deus, onde, eventualmente, há uma barraquinha onde voce pode dialogar com o Pai da Luz. O Pai da Luz tira a sorte pra voce, ou algo do genero.
Imagino que o Pai da Luz seja mais importante do que os meros mortais conseguem conceber com sua pífia imaginação. Ora, se Jesus é a Luz e Deus é pai de Jesus, logo o Pai da Luz é Jesus!!!
Deus em pessoa fica numa eventual barraquinha tirando a sorte para os pobres mortais e nós o relegamos ao ostracismo! Deve haver uma churrasqueira especial para todos aqueles que rejeitaram o Pai da Luz!!!
Imagino que em qualquer dia teremos o Pai da Luz novamente, numa coletiva em sua barraquinha, com um grande cartaz:
NAO PERCA! BIBLIAS AUTOGRAFADAS PELO PRÓPRIO AUTOR!!!
COMPRE SUA BIBLIA NA IGREJA UNIVERSAL E GANHE UM AUTOGRAFO DO PROPRIO DEUS!!! E COM DEDICATÓRIA!!!
Espero que se lembrem de evitar que qualquer garoto de patins e tacos de róquei se aproximem...
Se existe horror maior que esse, to fora do ramo! Que Cthulho o que! Sao Paulo é a mente insana de algum escritor psicótico!
Daniel Cavalcante | comentários(3)
30/06/2004 05:18 Fissura no Piso Vermelho
*Em virtude da natureza ficticia do blog, devo alertar que esse post é mais verídico - ou quase*
Ao meu lado, no chão da minha casa, existe uma área circular de cerca de 1m² que é ligeiramente rebaixado. Se você pisar com um pouco de força, voce ouvirá um barulho, como se o chão nessa área fosse completamente oco e todo piso da sala treme. Isso as vezes me assusta.
Minha casa foi construída por volta de 1950 e não há nenhuma parede que não esfarele eu rache com um martelar de um simples prego para pendurar um quadro. A caixa com os fusiveis é das antigas, com fusiveis gigantes de porcelana. Dali sai um zumbido como o de mil abelhas quando se usa o chuveiro. Alguns fusiveis ja derreteram lá dentro. O Telhado é um dos mistérios de Deus. Todas as noites ouve-se ruídos de pequenas (ou medias) garras arranhando uma espécie de plástico lá em cima e, as vezes, som de briga de animais que parecem mais pesados e furiosos que gatos. A laje do telhado está desmoronando a cada dia.
Mas o chão é o que mais me preocupa. Só Deus sabe o que oculta o piso de cimento vermelho; o que habita o oco no subsolo da sala do computador, se é apenas um buraco vazio causado pela erosão/lençois d'agua ou... algo pior. Só a ideia de erosao me arrepia, pois essa casa está edificada em uma regiao próxima ao cemiterio de Vila Formosa, o maior da America Latina e um dos mais antigos da cidade de Sao Paulo.
Sabe-se que esse cemiterio foi clandestino e que quando ele se iniciou ainda nao havia um bairro em sua volta. Por conta disso, a área que foi utilizada para sepultamento é ainda maior do que a area que compreende o cemiterio atual. Isso significa que talvez uma ou outra casa tenha sido construída sobre tumulos bem antigos. Isso alimenta ideias nao muito agradaveis, como a de um lençol freático devorando o chão da minha casa, ou... não ouso pensar na outra possibilidade. Não ouso cogitar a origem dos ruídos noturnos vindos de nao se sabe onde... nem das vibrações que raramente sinto nos pés... nao ouso especular sobre a minuscula, imperceptivel e monstruosa rachadura que surgiu ontem, ao meu lado, no chão avermelhado e oco da sala... muito menos a respeito desse odor ocre, situl, rastejante e extremamente velho, como se viesse de catacumbas de eras olvidas, aprisionado no tempo e agora liberto por uma fissura no piso vermelho
Daniel Cavalcante | comentários(2)
24/06/2004 06:23 Blog do Umbral Strikes Again
Apesar do título cliche no post, espero voltar com um pouco de criatividade, já que ultimamente estou no ostracismo mental. Mas quem liga? Ninguem visita mesmo esse blog!
*Que puxa* - ja dizia o bom e velho Charlie Brown
Visitem www.rogeriosilveriodefarias.blig.ig.com.br. Nao sei se o endereço ainda é o mesmo. Estou sem tempo de verificar. Qualquer coisa corrijo depois.
Por hora, fiquem bem acordados. Ultimamente andam acontecendo muitos casos estranhos. Grande agitação de Ulthar a Celephais. Os Zugs nao foram mais vistos e os gatos de Cephiorlototh estao sumindo - ISSO é algo preocupante, além de bizarro.
Daniel Cavalcante | comentários(3)
19/01/2004 01:59 Quack!
Traduçao da letra de "March of the Sinister Ducks", musica de Alan Moore (sim, o mestre dos quadrinhos) e sua banda The Sinister Ducks.
The Sinister Ducks - A Marcha dos patos sinistros
Todos pensam que eles são pequenas coisinhas fofas
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!
Penas macias e pequenas asinhas legais
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!
Mas há algo que eu quero lhes contar
Vcs pensam que els sao fofos, mas eles são sinistros
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!!
O que diabos eles fazem à noite no parque??
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!
Pense neles sacolejando no escuro...
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!
Zombando e sussurrando e roubando seus carros
Lendo pornografia e fumando cigarros
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!!
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!
Sujos e pequenos indignos de viverem
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!
Eles zombam de seu penteado e dormem com sua esposa
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!
Usando jaquetas pretas horríveis e sapatos
Conseguindo divórcios e enchendo a cara
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!
Forçando velhas senhoras a lhes jogarem pedaços de pão
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!
Quem negaria que eles estariam melhor mortos?
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!
Olhem de perto e vc pode se surpreender..
Fascistas com nadadeiras nos pés e olhinhos psicóticos...
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack!
Patos, Patos! Quack, Quack! Quack, Quack! Daniel Cavalcante | comentários(3)
06/12/2003 02:35 Rose of Pain - Uma Canção Para a Dor
X Japan: Rose of Pain
Artist: X Japan
Title: Rose of Pain (Rosa da dor)
Words: Yoshiki
Music: Yoshiki
Tradução do ingles: Daniel Oliveira
Por que voce está com medo?
O que foi que voce viu?
No castelo das rosas silenciosas
Eu pergunto de novo, e de novo
Por que voce está triste?
Que a dor que voce está sentindo?
Oh, eu pergunto à rosa das pétalas de sangue
Mas a rosa de sangue não pode me responder até o fim
Grite sem elevar sua voz
Segure sua respiração...
...e olhe fundo nos olhos negros. Um sorriso cheio de mistério
Vem através de sua face.
olhe fixo para as lágrimas seguindo a dor
Use um colar de pérolas sobre sua pele pálida
Flertando com o sangue penetrante, voce começa
A dançar
O coração deste amor perdido, queima com
O prazer do massacre
Ela irá matar para fazer de si mesma mais bela
Mesmo se o sacrifício mudar para uma jóia
Olhe profundamente para a tragédia, enquanto segura
A respiração
Corte-os! Corte-os! Até que estejam nadando
Em sangue
A mulher tentando fugir
Agarre! Agarre-os até que seu sangue vermelho corra,
Seque
E enforque seus corpos nus
Matem-se todos com ódio, na passagem do
Tempo
Eu procuro pela luz do corpo lavado em
Sangue
O coração abraçado ao desejo se faz em pedaços
Rompendo o amor na sua totalidade
Sem mostrar-lhes um sinal de lágrimas
A rosa da dor observa a tudo com terror
Rosa da dor
O castelo se tornou um violento mar de sangue
O sangue cobre a flor, a tingindo de um intenso
Vermelho
Pare! Pare de me tingir de vermelho
Eu não posso mais aguentar
Voce é muito cruel!
Pare! Por favor, pare!
Corte-os! Corte-os! Até que estejam nadando
Em sangue
A mulher tentando fugir
Agarre! Agarre-os até que seu sangue vermelho corra,
Seque
E enforque seus corpos nus
Risos desprezando um amor ferido por nosso
Desejo mútuo
Procurando umidade em um corpo seco.
Mate-os todos, perca tudo
De vista
Na crueldade de viver, não mostre a eles nem um
Sinal de lágrimas
Rosa da dor, eu não quero ver
Rosa da dor, voce me faz sofrer
Rosa da dor
Em eterna loucura nós vivemos
Mesmo que tudo tenha sido apenas um sonho
Somente sofrimento, nada além de sofrimento
Rosa da dor

Daniel Cavalcante | comentários(1)
06/12/2003 02:00 Lovecraft em Quadrinhos
Em fevereiro de 2004, pelo selo Vertigo (divisão de "quadrinhos adultos" da DC Comics), será publicada, nos Estados Unidos, uma edição especial em capa dura, com 144 páginas coloridas, intitulada simplesmente Lovecraft, e que trará uma história calcada nos principais fatos reais da vida desse grande escritor... com um desfecho surpreendente!
Baseado no roteiro para cinema de Hans Rodionoff, Lovecraft lança uma indagação básica: Será que o criador do Necronomicon, do mito de Cthulu e da cidade de Arkham empregava apenas sua imaginação, ou Howard Philips Lovecraft era capaz de enxergar um mundo invisível para os demais?
De sua infância bizarra, quando sua mãe o vestia como se fosse menina, até seus dias como adulto, quando encontraria o ilusionista Harry Houdini, Lovecraft foi assombrado por visões grotescas. E dedicou sua vida a escrever histórias (fictícias?) arrepiantes, na tentativa de aplacar seus pesadelos. Como toda obsessão, porém, esta também teve seu preço. Sem seus pais, enviados para asilos, e afastado de sua mulher, Lovecraft levou uma vida de recluso, tendo como única companhia seus pesadelos e a visita ocasional de seu editor.
Com adaptação do roteiro para os quadrinhos a cargo de Keith Giffen e ilustrações do argentino Enrique Breccia, Lovecraft chegará às lojas especializadas antes do filme de John Carpenter e custará 24,95 dólares.

Fonte: Omelete
Vale salientar que a questão levantada pelo roterista nao é citada em nenhuma biografia que o Blog do Umbral tenha lido, embora nao seja de todo descartável, já que é sabido que alguns dos seus contos são frutos de sonhos e pesadelos do autor.
Apenas podemos garantir que o Blog do Umbral estará na estreia de "Lovecraft" e, que se o filme emplacar por terras nacionais, talvez possamos ter a oportunidade de ler a obra em HQ na nossa lingua portuguesa.
Daniel Cavalcante | comentários(2)
03/12/2003 03:34 "MEDUSA" - Shelley
JAZ, FIXANDO O céu noturno, supina sobre o enevoado cume de um monte; embaixo, há um tremular de terras distantes. O seu horror e a sua beleza são divinos. Sobre seus lábios e suas pálpebras ousa a formosura como uma sombra: irradiam dela, ardentes e embaciadas as agonias da angústia e da morte que, embaixo, se debatem.
Não é tanto o horror, mas a graça a empedrar o espírito do observador, sobre quem se cinzelam os lineamentos daquela face morta, até que os seus caracteres penetram-lhe, e o pensamento se turva; é a melodiosa tinta da beleza, sobreposta às trevas e ao esplendor da punição que torna humana e harmoniosa a impressão.
E de sua cabeça, como se fosse de um só corpo, surgem, tal qual ervas de uma rocha úmida, cabelos que são víboras e se contorcem e se estendem, e entrecruzam os seus nós, e em infinitos rodeios mostram o seu esplendor metálico, quase escarnecendo da tortura e da morte interiores, e cortam o ar com suas mandíbulas rachadas.
E de uma pedra ao lado, um venenoso sardão se demora a espiar aqueles olhos gorgôneos, enquanto no ar, atônito, um horrendo morcego é adejado fora da furna onde aquela amedrontadora luz surpreendeu-o e se precipita como uma traça à luz; e o céu noturno relampeja de uma luz mais amedrontadora que a escuridão.
É o tempestuoso encanto do terror: das serpentes lampejam uma cúprica fulgência acesa nesses inextricáveis rodeios e cria em torno um vibrante halo, espelho móvel de toda a beldade e de todo o terror daquela cabeça: um vulto de mulher com crina vipérea, que na morte contempla o céu das tochas úmidas.
É o tempestuoso encanto do terror...
Daniel Cavalcante | comentários(0)
23/11/2003 03:43 Cronologia das principais obras de Lovecraft
Dagon,1917
A Tumba, 1917
Polaris, 1918
Atrás da Barreira do Sono, 1919
A Maldição de Sarnath, 1919
O Depoimento de Randolph Carter, 1919
The White Ship, 1919
Arthur Jermyn (The White Ape), 1920
Os Gatos de Uthar, 1920
Celephais, 1920
Do Além, 1920
A Estampa da Casa Maldita, 1920
O Templo, 1920
Um Frágil Ancião, 1920
A Árvore, 1920
The Moon-Bog, 1921
The Music of Erich Zann, 1921
A Cidade Sem Nome, 1921
Os Outros Deuses, 1921
The Outsider, 1921
A Procura de Iranon, 1921
Herbert West: Reanimator, 1921-1922
The Hound,1922
Hypnos, 1922
Aprisionados pelo Medo, 1923
O Festival, 1923
The Rats in the Walls, 1923
O Inominável, 1923
Aprisionados com os Faraós, 1924
A Casa Abandonada, 1924
He, 1925
O Horror em Red Hook, 1925
In The Vault, 1925
O Chamado de Cthulhu, 1926
Vento Frio, 1926
O Modelo de Pickman, 1926
A Chave de Prata, 1926
A Estranha Casa Suspensa na Neblina, 1926
A Cor que caiu do Céu, 1927
O Caso de Charles Dexter Ward, 1927-1928
The Dunwich Horror, 1928
Um Sussuro nas Trevas, 1930
A Sombra Sobre Innsmouth, 1931
Nas Montanhas da Loucura, 1931
Os Sonhos nas Casas das Bruxas, 1932
Através das Portas da Chave de Prata, 1932
A Coisa na Soleira da Porta, 1933
Sombras Perdidas no Tempo, 1934
Nas Paredes de Eryx, 1935
The Haunter of The Dark, 1935
O Clérigo Diabólico, 1937 Daniel Cavalcante | comentários(2)
20/11/2003 05:15 A Soberba Precede a Ruina
O que mais me surpreende neste mundo é a falsidade. Eis o meu ponto fraco. Voce sabe me desnortear, me nocautear, quando aprende a me surpreender com a falsidade, inveja, falta de carater na luta pelo poder. A boa noticia é que é exatamente isso, é o meu ponto fraco que me motiva a me levantar e continuar lutando.
Isto é um recado para meus adversários: voce conhece uma pessoa de valor pelas suas motivaçoes. O que me move é saber que é exatamente a sua falsidade, seu excesso de confiança, sua falta de caráter, que precede sua queda. Suas armas podem me derrubar, mas é o típico feitiço que adora se voltar contra o feitiçeiro.
Dizem que se conhece um homem através de seus inimigos. Talvez eu deva dizer que se conhece melhor ainda atraves de seus aliados. Eu tenho O aliado invencível, e é ele quem luta por mim. No fim, o seu tombo é do tamanho do seu ego.
Coisa que me faz lembrar o conto O Ressalto, de Stephen King. O heroi está à merce de um rei do crime e se ve forçado a percorrer o ressalto de um predio, do ultimo andar. Se nao era o ultimo, era um andar bem alto. A mulher que o heroi ama esta ameaçada de morte. Em seu carro foi escondido toneladas de drogas e em pouco tempo o capanga do gangster o denunciará à policia. O acordo é simples. O heroi precisa apenas percorrer o ressalto de 12 centimetros. Realizado o feito, o heroi poderia ficar com a mulher e mais vinte mil dolares. Se ele se recusar, passará a vida mofando na cadeia. Muita confiança por parte do inimigo. O gangster confiava tanto nas suas jogadas que ofereceu tudo na aposta. Ele nao contava que a determinaçao de um espírito que tem as motivaçoes corretas pudesse superar limites, superar a si proprio, superar as leis normais da fisica que dizem que voce é um perdedor e nada poderá fazer para vencer. Afinal, o mundo é dos fortes.
- E se vc estiver me enganando? - pergunta o heroi - E se mesmo que eu consiga, vc me matar?
- Voce é um caso de paranoia ambulante - responde o gangster - Sou um homem de palavra... nunca deixei de pagar uma aposta...
O heroi se humilha e se submete ao jogo sujo. Dá a volta no ressalto, com muito custo. O heroi ganha a aposta. O gangster perde. Um confronto. O heroi encontra uma arma e vira a mesa. Agora o vilao é obrigado a fazer o mesmo trajeto, se sujeitar as suas proprias regras, provar do proprio veneno. "Se voce conseguir contornar o predio, pouparei sua vida", diz o heroi. E logo depois, esclarece que o vilao "declarou que nunca deixou de pagar uma aposta. Mas eu ja deixei de pagar algumas".
Moral da historia: viloes, nao submetam um heroi a explorar seus limites. Voce pode criar um monstro maior que voce mesmo.
Daniel Cavalcante | comentários(0)
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